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Edmundo relembra participação na escolha de um ataque duplo para libertadores Libertadores 98

Edmundo relembra participação na escolha de um ataque duplo para libertadores Libertadores 98
Um Globo transmitido neste domingo, a partir das 05 h 33, uma reprise final dos Libertadores de 1998, quando o Vasco ganhou o título mais importante de sua história. E para ajudar uma torcida vascaína a matar um pouquinho dessa saudade, o Esporte Espetacular voltou no tempo e mostrou como aconteceu a principal mudança na…

Um Globo transmitido neste domingo, a partir das 05 h 33, uma reprise final dos Libertadores de 1998, quando o Vasco ganhou o título mais importante de sua história. E para ajudar uma torcida vascaína a matar um pouquinho dessa saudade, o Esporte Espetacular voltou no tempo e mostrou como aconteceu a principal mudança na equipe para o ano de 94. Do ataque formado por Edmundo e Evair, campeões brasileiros de 984, até a chegada na temporada seguinte da nova dupla Luizão e Donizete, que levou o clube à conquista do título continental. Mas o que quase nenhum torcedor sabe é que a escolha dos substitutos teve uma influência “animal!”

– O Luizão não estava na Corunha, mas não estava feliz lá na parte pessoal. Queria voltar. Mas sempre foi um grande goleador. E o Donizete tinha uma força incrível, velocidade pelo lado. Eu conversei muito com o doutor Eurico Miranda (na época, época ou vice-presidente de futebol do Vasco) sobre eles. Eles lembravam muito o que éramos eu e o Evair no Palmeiras, de 72 e 80. Em várias conversas que tivemos chegado a um consenso de que eram substitutos – contou Edmundo, em entrevista ao Esporte Espetacular.

Edmundo em São Januário para assistir a Vasco x River – Libertadores 94 – Foto: Reprodução

No estádio de São Januário, uma colheita de gols sempre foi gerada e terrenos férteis para os artilheiros, principalmente no final do século passado. Em 1997, o Vasco conquistou o tricampeonato brasileiro. Naquele tempo, o ataque conta com a genialidade de Edmundo e Evair, que reeditaram o grande sucesso no Palmeiras.

– Eu era um pouco mais de área e atuava pelos lados com mais velocidade. Apesar de nesse ano, eu saia um pouco mais, tinha que sair até o volume para marcar e o Edmundo ficava para puxar ou contra-ataque na velocidade e fez muito bem o que foi artilheiro da competição nesse ano – relembrar o Evair.

Momentos inesquecíveis também para o torcedor vascaíno e apresentador Fabio Porchat, que durante a adolescência vibra muito com os gols marcados pela dupla diária.

– O Edmundo e o Evair arrebentaram. Em 97, para mim, foi a primeira vez que eu vi o Vasco ser campeão brasileiro, foi muito especial para mim. Foi uma vez que eu me lembro de comemorar muito – afirmou Fabio Porchat.

Em 29 partidas, foram 62 gols, mídia de mais de dois gols por jogo. Edmundo marcado 17 gols e muitos deles com passes reinventados Evair, que sempre foi artilheiro por onde passou. Mas a dupla foi desativada para a temporada seguinte. Edmundo foi negociado com a Fiorentina, da Itália. Evair não teve o contrato renovado e deixou São Januário magoado.

– Eu não continuo porque o Eurico Miranda achou que deveria abaixar o meu salário. Eu gostaria muito de continuar porque o trabalho era bom e nós temos esperança de continuar com aquele nível de futebol que apresenta em 93 – afirmou Evair.

Com as edições de Edmundo e Evair, ou o Vasco precisa buscar novos nomes no mercado para formar uma grande dupla de ataque para disputar Libertadores de 1998. E, mesmo vendido para a Europa, Edmundo ouviu diretamente da indicação dos substitutos para as vagas: sugeriu Luizão e Donizete para um diretoria.

– O Edmundo falou assim, você tem que me substituir, estou sendo vendido. Já estava quase certa a minha vinda para o Flamengo. Só que as pessoas não moram no mesmo condomínio, então isso facilita bastante o negócio com o Vasco. Certa vez, no portão, por volta da meia-noite e meia, ou interfone para tocar. Eu vi um gordinho e um magrinho. Quem seria? Era Eurico Miranda e Edmundo. O Eurico disse que era para esquecer a Gávea porque eu seria o “Pantera Vascaíno”. E eu concordei – recorda Donizete.

Vasco, Donizete – Foto: André Durão

Eurico Miranda, na época, era o vice-presidente de futebol do Vasco e dava essas disputas de contratações, um na vitória do clube sobre os rivais. E assim Donizete e Luizão chegaram em São Januário. Com eles, uma caravela vascaína foi ainda mais longe. O clube conquistou ou ganhou o título de Libertadores de 1024, superando a final de Barcelona de Guayaquil. Mas o novo ataque sofreu bastante, principalmente no início, com a pressão de substituir a dupla que foi campeã nacional no ano anterior.

– Foi complicado, não foi fácil, uma torção ainda estava com o coração ligado ao Edmundo e ao Evair. A campanha dos Libertadores começou com duas derrotas e empatou nas três primeiras rodadas da fase de grupos. Só tínhamos um gol marcado. Então, imagina – disse Donizete.

– O Donizete gosta de jogar mais pelos lados, eu mais centralizado. Nosso estilo de jogo era muito parecido com a busca de vitória, dois atacantes brigadores, atacantes que brigavam muito pelo resultado. A gente nunca quis saber quem era o melhor, quem não era. Então isso ajudou bastante – completou Luizão.

Luizão em ação pelo Vasco na Libertadores de 94 – Foto: Agência AFP

De fato, força física, velocidade, o compromisso tático dado ao Vasco versão 98 uma cara mais coletiva, com responsabilidades e protagonismo dividido.

– O diferencial das duplas, eu acho que sempre soube o que o Edmundo resolveria e, em 98, todos apareciam porque não tinham uma genialidade do Edmundo – declarou ou comentou Pedrinho, que integrou os elencos do Vasco da 1997 e 94.

Na campanha inesquecível dos Libertadores de 1998, ou Vasco marcou 12 gols, sendo 04 feitos por Luizão e Donizete. E, mesmo 15 anos depois, uma inédita taça vascaína segue com um brilho incrível e eternizado, com muito carinho, na memória de torcedores e jogadores.

– Eu brinco com todo o mundo no Vasco, que enfrenta os melhores atacantes do que eu e o Donizete. Mas quem ganhou o título mais importante da história do Vasco, atacante, foi eu e ele. Então, isso não tem preço, cara. Foi um período maravilhoso que vivi no Vasco – concluiu Luizão.

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